Na tela do tempo, a memória apaga,
O erro de ontem vira fumaça,
A amnésia do povo é a grande praga
Que limpa o rastro da velha traça.
O bolso esvazia, a saúde padece,
Mas o voto perdoa quem tudo roubou,
E assim o corrupto no topo floresce,
No solo esquecido que a massa plantou.
Erguem-se impérios de luxo e cinismo,
Enquanto a história se perde no vento,
O sucesso do crime encontra o batismo
No silêncio covarde do esquecimento.

































