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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Silêncio covarde do esquecimento

 

Na tela do tempo, a memória apaga,

O erro de ontem vira fumaça,

A amnésia do povo é a grande praga

Que limpa o rastro da velha traça.

O bolso esvazia, a saúde padece,

Mas o voto perdoa quem tudo roubou,

E assim o corrupto no topo floresce,

No solo esquecido que a massa plantou.

Erguem-se impérios de luxo e cinismo,

Enquanto a história se perde no vento,

O sucesso do crime encontra o batismo

No silêncio covarde do esquecimento.

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